quarta-feira, 5 de março de 2014

Te esperava, pai...

...e no meu choro de menino
que ainda pequenino
esperançoso te esperava
negaste teu destino
que minha inocente lágrima 
no meu pranto te alertava.

não viste a pureza
pois em sua dureza
consumias o mundo
e o mundo te consumia
cego em sua rebeldia
hoje visitas o poço, talvez seu fundo.

Hoje, já bem crescido
e o coração doído
de algumas memórias
sinto que estás ferido
com coração moído
como eu outrora
em outras histórias

Hoje, choro sorrindo
pois o dia é bem-vindo
e o mundo não para
aprendi a sorrir chorando
e percebi que amando
a dor sempre sara.

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