quarta-feira, 5 de março de 2014

O oriente

Eu olhei para o oriente; e ali eu enxerguei uma luz e pensei: eu vou circular e mesmo que eu encontre algum obstáculo, vou circular, pois quero encontrar a luz inteira. Por enquanto só consigo ver os feixes, mas desejo que, para cada um desses feixes, uma máscara caia. Que eu possa me permitir e deixar que os raios do leste queimem cada uma das máscaras, afim de que a luz toda cresça dentro de mim. Que eu possa, no silêncio absoluto, escutar, enxergar e perceber. Seja no número que se repete, seja na hora marcada no relógio, seja no olhar de um semelhante, seja na passagem de um livro... que eu possa escutar, enxergar e perceber. Que eu possa seguir e vencer qualquer resistência imposta por mim mesmo e que eu possa, ao final de tudo, não só encontrar, mas ser o próprio oriente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário